É um provérbio brazileiro com muita ironia e crítica social — e um fundo de verdade.
Num mundo onde a maioria de nós tem de trabalhar para sobreviver, é difícil compreender a obsessão de muita gente em (tentar) projectar prestígio ou estatuto social — sacrificando energia e recursos em coisas inúteis. Sobretudo porque a ostentação raramente impressiona quem está “acima” de nós — apenas quem está “abaixo”. O que levanta a questão: vale mesmo a pena perder tempo com aparências?
“A preocupação com o prestígio reforça, ironicamente, o baixo estatuto social. Porque, quem tem pouco liga às aparências.”
Entre as elites manifesta-se o oposto: a valorização de uma simplicidade despreocupada. Nestes círculos apreciam-se as pessoas pela sua sinceridade, independentemente das condições económicas ou profissionais. Vive-se em casas antigas, conduzem-se carros modestos, comprados em segunda mão, e usam-se roupas muitas vezes herdadas, já com sinais de desgaste. Mesmo com fortunas, a ostentação é considerada vulgar e de mau gosto.
Talvez fôssemos todos mais felizes — e mais ricos culturalmente — se adoptássemos esta filosofia de vida.
E já que uma imagem comunica mais do que mil palavras:










