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Guia de visita a Santa Combinha e à Albufeira do Azibo.

Antes da visita

Santa Combinha e o Azibo oferecem experiências diferentes ao longo do ano, em função de diversos factores: o tempo, as actividades agrícolas sazonais, as feiras tradicionais e os eventos culturais.

É aconselhável evitar o mês de agosto, devido ao calor e a grande afluência ao Azibo.

Independentemente da época, para desfrutar dos trilhos, recomenda-se calçado adequado. Os trilhos oficiais são acessíveis, mas para um programa mais activo um bom calçado não é um luxo.

Uma pequena mochila e um cantil de água são práticos durante uma caminhada ou para um eventual piquenique.

Para observar aves no Azibo, recomenda-se trazer binóculos.

Onde começar

Ao pequeno almoço, com produtos da terra. O dia começa com um café, tomado no Café Cruzeiro.

Depois do café, uma visita ao miradouro e o trilho Ricardo Magalhães oferecem uma impressão geral da paisagem do Azibo. Ideal para uma manhã.

Ao passar a Praça Principal, repare num detalhe interessante, na fachada do antigo lagar de azeite (ver imagem).

Em termos de compras e alimentação, seguem sugestões mais abaixo.

O trilho Ricardo Magalhães, com a Serra de Bornes como pano de fundo.
Reforço na fachada do antigo lagar de azeite, onde se apoia o eixo da prensa.

Actividades

  • Trilhos:
    • O trilho Ricardo Magalhães é o trilho essencial, que percorre a parte sul da península de Santa Combinha, com vistas sobre a barragem.
    • O trilho Quercus, percorre a margem nascente da albufeira.
    • O trilho dos Caretos é ideal para visitar Podence, deixando o carro na Praia da Ribeira, de onde se inicia o percurso, que atravessa um típico mosaico agrícola.

Para os mais aventureiros, o desafio é contornar a albufeira na sua totalidade. O ideal é iniciar o percurso pela margem nascente, terminando na Praia da Ribeira.

  • Outras caminhadas:
    • Caminhada de Santa Combinha a Quintela de Lampaças, seguindo o Caminho do Serro (cerca de 8km, ida e volta).
    • Caminhada de Santa Combinha a Valdrez (cerca de 8km, ida e volta).
    • Caminhada do centro da aldeia de Lamas ao Santuário de Nossa Senhora do Campo (altitude 819m), do qual se avista o Azibo ao longe (cerca de 2km, ida e volta).

  • Ciclismo: A Ciclovia do Azibo (o mesmo trilho que contorna a albufeira) inicia-se na Praia da Ribeira e termina na margem sul da barragem. É possível continuar o percurso pela margem nascente, completando a volta à albufeira.

  • Desporto aquático: Vela, remo, canoagem, windsurf, SUP. Os praticantes de vela que pretendem trazer um barco próprio, podem contactar o Centro Náutico para informações sobre o acesso, amarração e armazenamento. Existem acessos para levar o reboque até à praia, mas estes encontram-se geralmente bloqueados por uma barreira.

Atravessar a albufeira a remo ou SUP (por exemplo na zona do cais) é uma possibilidade para explorar a margem oposta, reduzindo a distância da caminhada.

  • Ténis: Junto à Praia da Fraga da Pegada encontra-se um campo de ténis (piso em betão).

  • Observação de aves: É frequente observarem se milhafres-pretos na área do parque de natureza, ao final da tarde. Reconhecem-se pelo pio. A garça também é uma espécie relativamente comum, que se observa nas margens. O mergulhão-de-crista, o símbolo da PPAA, observa-se sobretudo no período março-junho.

  • Vida da aldeia: Convívio com os habitantes, na rua ou no café, ou participação numa actividade como a apanha manual da azeitona (novembro).

  • Literatura: Depois de um dia intenso de caminhadas ou desporto aquático, porque não repousar com um livro?

  • Eventos: Os principais eventos no nosso concelho são o Carnaval de Podence e a Feira da Caça e do Turismo e a Feira de São Pedro. Na época de verão são diversos os eventos populares nas aldeias da zona.
A vela no Azibo, uma experiência única.
O Mergulhão-de-crista, símbolo da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo.

Gastronomia

A gastronomia transmontana distingue-se pelos sabores típicos, pela expressão de terroir, e não necessariamente pela variedade de produtos ou pelos pratos verdadeiramente distintos. Destacam-se os fumeiros, a carne mirandesa, o azeite, o queijo, o mel, os cogumelos e o vinho.

Os principais pratos típicos são a posta mirandesa, os fumeiros (alheira, chouriça, butelo,…) e o bacalhau na brasa. A caça — embora um produto endógeno — tem uma presença mais pontual na cozinha popular.

Em termos de restaurantes, em Macedo de Cavaleiros recomenda-se O Montanhês. Para um prato do dia ou frango no churrasco, o Pica-Pau. No segmento médio, a qualidade e o serviço são variáveis.

Mais perto da aldeia, para uma posta na brasa, num ambiente tipico e popular, há o O Pipo, em Vale de Nogueira (de carro, apenas 10 min. de Santa Combinha). Em Podence serve-se bem no Moagem João do Padre.

Em Bragança, recomendam-se o Solar Bragançano e o Geadas. O G Pousada (uma estrela Michelin), o Zé Tuga e o Contradição, embora de qualidade reconhecida, não oferecem a simplicidade rústica da mesa transmontana. Mais acessível e de qualidade: o Sabores d’Aldeia. Para um bom prato do dia, há o Rosina.

Para uma posta na brasa, sem complicações, O Abel e o Nordeste (ambos em Gimonde) oferecem um ambiente típico e uma boa relação preço/qualidade.

A 15 min. de carro de Bragança, em Alfaião, recomenda-se o Maria Luís.

Finalmente, para desfrutar de um jantar, com vista sobre o pôr do sol, em Santa Combinha, temos a Casa do Lago, na Praia da Fraga da Pegada.

A gastronomia típica no Solar Bragançano, um verdadeiro ex libris da região.

Alojamento

Recomendamos o alojamento na nossa aldeia não só pelo ambiente autêntico e pela proximidade da albufeira, mas também por ser uma forma de apoiar a economia local.

  • Alojamento local:
    • Casa do Avô Bernardo
    • Casa do Sr. Diamantino
    • Palheiro do Azibo
    • Cabana da Sissi (bungalow)
    • Existem mais casas, sem nome oficial. Contacte-nos para mais informações.
  • Turismo rural:
    • Casa do Azibo
    • Casa da Muralha

Quanto às possibilidades de alojamento nas aldeias da zona, para um ambiente autêntico Vale de Pradinhos e o Romeu são as referências.

Também existem solares na região, como o Solar das Arcas, o Solar de Chacim e o Solar do Morgado Oliveira, em Macedo de Cavaleiros.

O charme de uma casa de aldeia, em si, já vale mais do que o comforto artificial de um hotel moderno.

Cultura

A cultura transmontana manifesta-se sobretudo no folclore rural e no dia-a-dia, através do convívio e da participação em atividades como a apanha da azeitona.

Para quem aprecia o carnaval, os Caretos de Podence são a referência, mas esta tradição manifesta-se igualmente noutras aldeias, como Arcas.

Em Bragança, o castelo e a cidadela são os ex-libris, seguidos a parte antiga da cidade onde se encontra a chamada “Rua dos Museus”.

Por fim, tanto Macedo de Cavaleiros como Bragança têm programações de teatro e dança que podem ser consultados online.

A emoção do Entrudo Chocaleiro.

Mais sugestões

São diversos os destinos recomendáveis na região; uma selecção:

A cidadela de Bragança.

Sugestões práticas

Na aldeia, é comum beber-se a água da torneira — que é água de nascente, mas canalizada para as casas. Para quem preferir, à entrada da aldeia, na Rua da Eira, pode-se beber e encher garrafões directamente da fonte, em função da disponibilidade.

No Mercado Municipal em Macedo de Cavaleiros podem-se comprar produtos da terra. Consulte a página Facebook do município. Na aldeia, por vezes também se vendem ovos, azeite, fruta, etc., em função da disponibilidade.

Um padeiro ambulante passa regularmente na aldeia; informe-se com os habitantes. Também recomendamos a padaria Sol Doce, em Macedo de Cavaleiros, e para aqueles que apreciam biscoitos típicos (rosquilhas de azeite e aguardente), a Padaria Macedense.

Para comprar produtos típicos, em frente ao Sol Doce, o mesmo proprietário tem um pequeno comércio que vende fumeiros, queijos, mel, vinhos e azeite.

Para comprar azeite na aldeia, recomenda-se trazer garrafas/garrafões adequados. Quem vende nem sempre os tem, e um bom azeite não se deve conservar em garrafões de água transparentes.

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