
Existem assuntos mais interessantes do que contentores sobrelotados — mas é impossível ignorar este problema.
É verdade que este cenário não se verifica todos os dias, talvez nem todas as semanas, mas acontece com regularidade. E tanto pelo aspecto visual como pela higiene pública, cada ocorrência é uma a mais — e podia ter sido evitada.
Não é agradável, nem para nós, nem para os funcionários da recolha, nem para quem nos visita.
Isto é um problema colectivo, que só podemos resolver juntos. E para isso, precisamos de compreender a causa:
A frequência da recolha?
Uma recolha semanal deveria ser suficiente para uma pequena aldeia como Santa Combinha. Comparando com outras localidades, e até mesmo no estrangeiro, neste aspecto não podemos exigir mais das autoridades.
A falta de contentores?
Salvo erro, actualmente existem quatro contentores na aldeia: dois na Rua da Eira e dois na Praça Principal. Com cerca de 30 famílias residentes (fora da época turística), isso equivale a 7 a 8 sacos de lixo por contentor. Esta capacidade deveria ser suficiente com recolha semanal. No verão, obviamente, não chega — mas é suposto que nessa altura as recolhas sejam (ou deveriam ser) mais frequentes.
O facto de não reciclarmos?
Infelizmente nem todos compreendem, ou querem compreender, a importância da reciclagem (papel, vidro, plástico/metal). Em países civilizados, a triagem de residuos é regra e hábito, há muito tempo. Se há quem não se possa deslocar até ao posto de reciclagem na praia, temos de falar com a Junta ou a Câmara para encontrar uma solução.
Ou seja: o verdadeiro problema não é a recolha, nem o número de contentores. É não reciclarmos coletivamente. Uns reciclam, outros não — e pagamos todos por isso.
Porquê?
- Não compreendem a importância ambiental de reciclar?
- Compreendem, mas não se interessam (falta de civismo)?
- Têm dificuldades de mobilidade?
- Outras razões?
Conclusão:
Bastaria uma pessoa, num domingo, sair à rua e perguntar: “Faz reciclagem? Se não, porquê?”
Com base nas respostas, marcar uma audiência com o Presidente da Junta, ou com quem tiver responsabilidade nesta área, e apresentar a situação com propostas concretas:
- Promover acções de sensibilização (ao domingo, quando há mais gente na aldeia).
- Convencer os cépticos — e, se necessário, ponderar sanções ou multas (como já se faz noutros locais), no interesse colectivo.
- Ajudar quem tenha mobilidade reduzida.
- Avaliar a instalação de um ecoponto (papel, vidro, plástico/metal) na Rua da Eira, ou outro local conveniente.
Temos a certeza de que, juntos, conseguimos resolver isto. Mesmo que alguém discorde da reciclagem ou ache que contentores sobrelotados não são um problema, só pelo respeito que os funcionários da recolha merecem… temos o dever de agir.
Do outro lado do Marão, ainda há quem pense que somos um povo atrasado. A nós cabe provar o contrário.


