Este ano, na Feira da Caça e Turismo, a Câmara decidiu focar no desporto náutico, com o VI Seminário sobre Turismo: “Estações Náuticas em Águas do Interior. Sustentabilidade, Oportunidades e Desafios”. Uma iniciativa que aplaudimos, mais de 40 anos após a construção da Albufeira do Azibo.
Quem conhece a nossa associação sabe que promovemos o desenvolvimento sustentável, no qual a prática da vela se enquadra perfeitamente. Devido à sua sustentabilidade e ao vasto número de praticantes (por enquanto, fora da nossa região), a vela é uma excelente actividade para disfrutar da nossa albufeira e promover um turismo de qualidade. Além disso, tem uma componente educativa, exigindo técnica e estratégia, já que o vento raramente nos leva de A a B em linha recta!
Obviamente, cabe ao sector privado dinamizar esta actividade. No entanto, a intervenção da Câmara é essencial para criar um contexto favorável. Destacamos a importância de disponibilizar o aluguer de barcos à vela. Este tipo de embarcações tem um preço considerável, e a familiarização atraves do aluguer pode estimular a compra por parte dos particulares, por sua vez incentivando a prática.
Na nossa opinião, a Câmara deveria tomar estas iniciativas:
- Dinamizar o centro náutico, que, no ano passado, esteve frequentemente fechado ao público. Um centro destes não deveria funcionar apenas para escolas, associações ou atletas, mas sobretudo para os residentes e visitantes.
- Disponibilizar o aluguer de equipamentos (vela, remo, windsurf) a preços acessíveis para residentes.
- Publicar uma página ou um site com informação sobre o funcionamento, a oferta e os horários do centro.
- Organizar cursos de vela e regattas anuais para amadores.
- Criar um clube ou associação, cujos membros tenham acesso a descontos no aluguer de equipamentos, cursos e eventos.
- Fornecer informação metereológica (sobretudo o vento) no site, essencial para a prática da vela e do windsurf. Possivelmente, seria necessário instalar uma pequena estação metereológica (com anemómetro), tal como já existe ao lado da Casa de Artesanato.
- Reabrir o acesso aos pontões do cais (onde amarra o barco eléctrico), actualmente restrito ao público, pelo menos durante a primavera e o verão. O acesso selectivo através de um código é uma opção. Sem infraestrutura disponível, não se motiva a prática.
- Ampliar a área de navegação permitida, especialmente para a vela. Limitar a prática apenas à zona das praias não permite dinamizar este desporto, devido à area reduzida. Além disso, uma zona movimentada dificulta a prática.
- Alertar para possíveis obstáculos na proximidade das margens, que possam causar danos ou acidentes, e marcar com bóias onde necessário.
- Informar no site sobre os locais para lançamento e amarração de barcos.
Estas iniciativas não requerem grande investimento, mas certamente ajudariam a promover a prática da vela e a criar uma oferta turística e um público mais diversificado.
Por fim, não podemos deixar de mencionar como lamentamos a denominação “Centro Náutico de Macedo de Cavaleiros”… Acreditamos que “Centro Náutico da Albufeira do Azibo” seria mais adequado, num espírito de decentralização.
Bom vento!


