Desejamos a todos os nossos vizinhos e amigos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.
Aproveitamos esta ocasião para lançar um apelo que, provavelmente, já conhecem.
Nesta época, é tradição reunirmo-nos com a família e, quando possível, regressarmos à nossa terra. Esta terra maravilhosa que é Trás-os-Montes!
No entanto, em Santa Combinha, como em tantas outras aldeias transmontanas, a nossa identidade e o nosso património estão a desaparecer. A natureza selvagem, a biodiversidade, o minifúndio, as construções antigas, as tradições.
Em Trás-os-Montes, o mundo rural é quase tudo o que temos. É o fundamento da nossa identidade e da nossa economia. Sem a natureza e sem as nossas tradições, não teremos nem as paisagens deslumbrantes, nem a gastronomia — nem o turismo de qualidade.
Macedo de Cavaleiros nunca será Bragança ou Vila Real, e muito menos o Porto. E ainda bem. Mas muitos acreditam que o campo é sinónimo de atraso e que a vida urbana é o exemplo a seguir — em termos de mentalidade, gostos e ideias.
Se assim continuarmos, iremos perder aquilo que nos define e que nos distingue, e não teremos nada a oferecer a quem nos visita. Hoje, no concelho, já pouco temos que não esteja ameaçado pelo turismo de massas, para além de algum azeite e vinho.
Se não preservarmos a nossa natureza, Santa Combinha e Macedo de Cavaleiros — fora a época de verão ou da caça — serão o que sempre foram: terras de passagem, onde a maioria não para, porque não há nada que justifique uma visita.
Se queremos que Trás-os-Montes tenha um futuro, e que hajam mais oportunidades, tudo começa com o respeito pela nossa natureza e biodiversidade.
É um desafio que só podemos vencer juntos.
(Imagem: La Pie, Claude Monet, 1868-1869)


