Santa Comba
Santa Comba, a Virgem, é uma das mais célebres mártires da Idade Média, tendo o seu culto conhecido grande difusão, principalmente em França (a partir do século VI), em Itália e na Península Ibérica (a partir do século VIII). O seu martírio é celebrado pelo amor a Jesus Cristo e por ser modelo de pureza e coragem. A sua vida inspirou inúmeros combatentes na defesa do Cristianismo e da Igreja.
Antigamente, Comba era designada por Columba, Columbe ou Coloma, nomes que derivam do latim Columba, que significa “pomba”, símbolo associado ao Espírito Santo. Na Península Ibérica, o culto a Santa Comba difundiu-se sobretudo através dos Caminhos de Santiago, onde se encontram várias capelas dedicadas à santa ao longo das estradas.
Em Portugal, o seu culto está presente em diversos locais, especialmente no interior do país, remontando a tempos antigos. No entanto, existe uma grande disparidade de informações quanto à identidade da Santa Comba venerada, uma vez que o nome aparece disseminado e associado a várias lendas locais de origem ancestral, muitas vezes com pouco ou nenhum fundamento histórico. Estas histórias tendem a ser semelhantes entre si, variando apenas consoante a região.
Durante o período da Reconquista, é natural supor que os soldados cristãos recorressem à intercessão desta santa nas batalhas contra os mouros, desejando imitá-la. Dessa devoção, terão surgido múltiplos relatos de heroísmo ligados à figura de Santa Comba.

